domingo, 28 de maio de 2017

Perguntas aos Santos Dos Últimos Dias

Perguntas aos Santos Dos Últimos Dias (SUD) – PARTE 1

IGREJA MÓRMON – MORMONISMO

1.       Por que a Igreja Mórmon ainda ensina que Joseph Smith foi um verdadeiro profeta de Deus depois de ter feito uma falsa profecia sobre um templo que estava sendo construído no Missouri em sua geração (Doutrina e Convênios 84: 1-5)?

2.      Desde a época em que Brigham Young ensinou que tanto a lua quanto o sol eram habitados por pessoas, a Igreja Mórmon já encontrou provas científicas e/ou bíblicas de que isso fosse verdade? (Journal of Discourses, 1870, v.13, p.271)?

3.      Por que Brigham Young ensinou que Adão é “nosso Pai e nosso Deus” quando tanto a Bíblia quanto o Livro de Mórmon (Mórmon 9:12) dizem que Adão é uma criação de Deus (Journal of Discourses, 9 de abril de 1852, vol. .1, p.50)?

4.      Se Brigham Young foi um verdadeiro profeta, por que um de seus profetas posteriores derrubou sua declaração que afirmava que o negro nunca poderia manter o sacerdócio na Igreja SUD até depois da ressurreição de todas as outras raças (Journal of Discourses, 12 de dezembro, 1854, 2: 142-143)?

5.      Desde que o teste da Bíblia para determinar se alguém é um verdadeiro profeta de Deus é 100% de precisão em todas as suas profecias (Deuteronômio 18: 20-22), porque a Igreja SUD jamais reconsiderou seu ensinamento de que Joseph Smith e Brigham Young eram verdadeiros profetas?

6.      Como os atuais profetas SUD às vezes contradizem os anteriores, como você decide qual deles está correto?

7.      Uma vez que existem vários relatos contraditórios diferentes da primeira visão de Joseph Smith, como a Igreja SUD escolheu a correta?

8.      Você pode me mostrar na Bíblia o ensinamento de que todos devemos estar diante de Joseph Smith no Dia do Juízo?

9.      Você pode me mostrar provas arqueológicas e históricas de fontes não-Mórmons que provam que os povos e lugares mencionados no Livro de Mórmon são verdadeiros?

10.                Se as palavras “espírito familiar” em Isaías 29: 4 se referem ao Livro de Mórmon, por que os espíritos familiares sempre se referem a práticas ocultas como a canalização e a necromancia em qualquer outro lugar do Antigo Testamento?

11.                Por que Joseph Smith tolerou a poligamia como uma ordenança de Deus (Doutrina e Convênios 132) quando o Livro de Mórmon já havia condenado a prática (Jacó 1:15, 2:24)?

12.                Por que as palavras “brancas e deliciosas” em 2 Néfi 30: 6 mudaram para “puro e deliciado” bem na sequência da campanha dos Direitos Civis pelos negros?

13.                Se Deus é um homem exaltado com um corpo de carne e ossos, por que Alma 18: 26-28 e João 4:24 dizem que Deus é um espírito?

14.                Por que Deus incentivou Abraão e Sara a mentir em Abraão 2:24? Não está isso contrário com os 10 mandamentos? Por que Deus disse a Abraão e a Sara que mentissem quando 2 Néfi 9:34 condena os mentirosos ao inferno?

15.                Por que o Livro de Mórmon afirma que Jesus nasceu em Jerusalém (Alma 7:10) quando a história e a Bíblia afirmam que ele nasceu fora de Jerusalém, em Belém?

16.                Se o Livro de Mórmon é o mais correto de qualquer outro livro na Terra, como Joseph Smith disse, por que ele contém mais de 4000 alterações da edição original de 1830?

17.                Se o Livro de Mórmon contém a “plenitude do evangelho eterno”, por que a Igreja SUD precisa de obras adicionais?

18.                Se o Livro de Mórmon contém a “plenitude do evangelho eterno”, por que não diz nada sobre tantos ensinamentos importantes como a progressão eterna, o casamento celestial, a Palavra de Sabedoria, a pluralidade de Deuses, a pré-existência de Homem, a nossa mãe no céu, o batismo pelos mortos, etc?

19.                Por que vocês batizam pelos mortos quando Mosias 3:25 e a Bíblia afirmam que não há chance de salvação após a morte?

20.                Visto que a palavra graça significa um dom gratuito que não pode ser obtido por esforços próprios, por que o Livro de Mórmon afirma “porque sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que podemos fazer” (2 Néfi 25:23)?

21.                A Igreja SUD ainda considera a Pérola de Grande Valor como Sagrada Escritura mesmo depois de vários egiptólogos proeminentes provarem que era um antigo rolo fúnebre?

22.                Por que o Livro de Abraão, capítulos 4 e 5, contradiz Alma 11 ao afirmar que há mais de um Deus?

23.              Como foi que José Smith levou as placas de ouro descritos em seu livro como testemunhas, com tanta facilidade? Considere o seguinte:
Foram as placas de Néfi, os pratos de placas de Mórmon, Éter e as placas de bronze.

24.              O seu peso era de cerca de 230 libras por placa (isso equivale a cerca de 104,33 Kg), com uma densidade de 19,3 e peso de 1.207,7 libras (isso é mais de 5.000 kg) por pé cúbico de capacidade. A placas eram de ouro sólido com uma espessura variável nas placas 21 e 24 centímetros e cerca de 1,80 metros de comprimento. (Ver os artigos de Fé, por Talmage, p. 262, Ed. 34).

25.              Se Moroni devotamente tem praticado o Evangelho Mórmon, como prega o Mormonismo, por que ele até agora ainda é simplesmente um anjo e não um deus? (D & C 132: 17,37).

26.              Se Deus rejeitou as folhas da figueira costuradas por Adão e Eva para cobrir sua nudez (Gn 3:21), porque então os mórmons comemoram a queda do homem vestidos de aventais feitos de folhas de figueira em suas cerimônias secretas do templo?

Ev. Clemilton Barbosa,

É membro da Igreja evangélica Assembleia de Deus em Paraíso do Tocantins – TO. É formado em Bacharel em Teologia, Administração Eclesiástica e Missiologia e Pós Graduado em Ciência das Religiões pelo Instituto de Teologia e Filosofia de Brasília – INTEFIB. É Pesquisador, Comentarista e Palestrante de Seitas e Heresias há mais de 20 anos. Autor dos Livros: “122 Perguntas ao Adventismo do Sétimo Dia”, “Textos comumente usados pelos Adventistas para justificarem a guarda da Lei e do Sábado” e “318 perguntas feitas às Testemunhas de Jeová”.

Fonte: CACP

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O papel do filho na família da aliança

Sempre quando tratamos sobre o papel da família, geralmente, focamos nossos olhares para o pai e a mãe, para a função do esposo e da esposa, mas nunca olhamos diretamente para a função dos filhos.
Quando se trata de filhos e família sempre analisamos algumas passagens, como Romanos 1.28-32 e 2Timoteo 3.1-5, as quais nos falam que uma das características de uma sociedade perversa e longe de Deus é o fato dos filhos serem desobedientes aos pais.
E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” Rm 1.28-32 (Negrito acrescentado). 

E, também, como mostra Paulo ao jovem pastor Timóteo:
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. (2Tm 3.1-5. Negrito  acrescentado). 

Em 2015, no aeroporto de Brasília, um voo atrasou cerca de 45 minutos porque uma criança se recusou a colocar o cinto de segurança. Uma criança, que não é dona do seu próprio nariz, fazer com que centenas de pessoas fiquem “reféns” por causa de uma birra é dar o poder à criança que não lhe pertence.

Há meios que contribuem para que ocorram esses desvios. Por exemplo, alguns métodos de ensino entendem que as crianças são uma tabula rasa as quais não precisam de professores, mas de educadores.
Outro meio que atrapalha na relação de pais e filhos é a intervenção do Estado. Devemos entender uma coisa, quando o Estado decidiu intervir na criação dos pais e filhos, a priori, o Estado estava tentando prevenir que as nossas crianças não sofram com espancamentos. No entanto, a sua intervenção foi além dos limites criando a “lei da palmada”, contrariando assim diversas passagens que falam da correção aplicada aos filhos (Pv. 13.24; 22.15; 23.13, 14; 29.15).

E, por fim, outra maneira que atrapalha o desenvolvimento das crianças é a adultização delas com algumas responsabilidades impostas, nas quais não pertencem a elas. E isso nós podemos ver em alguns filmes infantis. Por exemplo, Caçadores de Trolls. Um seriado fala sobre um garoto (Jim, de 15 anos) que é criado por uma mãe médica solteira que recebe uma convocação para se tornar um guerreiro, um caçador de Trolls. No entanto, mesmo que o filme foque no desenvolvimento heroico do garoto, há cenas claras de uma mãe que trabalha 24 horas por dia, mas quem cuida da casa é o garoto.
Há uma enorme diferença entre um adolescente ajudar seus pais e um adolescente desenvolver responsabilidades de um adulto, as quais podem atrapalhar em sua vida, em um todo. Se nós prestarmos atenção, nesses últimos anos houve um surgimento de filmes em que os principais atores são crianças e eles carregam a responsabilidade de “salvar o mundo”, como os filmes: Como treinar o seu dragão (uma animação infantil que mostra um adolescente contrariando a vontade do pai – um matador de dragão – que vira amigo de um dragão e ensina ao pai como viver com o diferente e como ser um verdadeiro guerreiro); e o Hotel Transilvânia (outra animação infantil que mostra o Conde Drácula pai de uma adolescente que se apaixona por um humano contrariando a vontade do pai, mas no final a filha mostra como o pai pode viver mesmo com o contrário).

No entanto, o apóstolo Paulo, indo ao contrário daquilo que o mundo diz, mostra que há um caminho mais do que excelente: A Palavra de Deus.
Em Efésios 6.1-3 podemos ver o texto assim: A quem o filho deve obedecer (v.1); Como o filho deve obedecer (v.2) e; Por que o filho deve obedecer (v.3).
A quem o filho deve obedecer – 6.1
Parece estranho fazer tal afirmativa – de que os filhos devem obedecer seus pais -, mas não é.

Quando olhamos para a Lei de Deus, vemos que ela pode ser dividida em duas tábuas: A primeira relaciona-se com Deus e a segunda se relaciona com o próximo. E o mandamento que abre a segunda tábua é justamente o que Paulo tem em mente: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” (Êx 20.12).

Obedecer significa colocar-se debaixo da voz de alguém, dar ouvidos. Mas esse “dar ouvidos” não é como uma obrigação cega, e sim, com respeito a fim de considerá-los e até, no futuro, sustentá-los. Obedecer no Senhor não se aplica somente se o pais são crentes ou não, significa que Deus está ordenando. Em Colossenses 3.20 podemos ver uma explicação a isso: “é grato diante do Senhor”, ou seja, faz parte de nossa devoção a Deus sermos obedientes aos nossos pais. Basta ver Lv 19.2,3a, o texto mostra que a relação de santidade ao Senhor está, também, relacionada ao fato de os filhos obedecerem seus pais.
Portanto, um filho que diz que serve ao Senhor e não obedece a seus pais, ele, na verdade, não ama a Deus e nunca obedecerá a nenhum superior. E ai nós podemos entender o porquê dos filhos viverem em pé de guerra com seus pais, não é porque os pais são quadrados ou retrógrados, mas porque os filhos não vivem em devoção a Deus, possuem uma comunhão prejudicada com o Senhor. 
Como o filho deve obedecer – 6.2
A forma que a Bíblia coloca de como os pais devem ser obedecidos é através de honra (reverência). Enquanto alguns filhos têm rancor, raiva, não perdoam e desonram seus pais, aquele que serve ao Senhor devem honrar e amar a seus pais.

Devemos entender uma coisa, entre os mandamentos qual a diferença de desobedecer a Deus com desonras e idolatrias e o pecado de desonrar os pais? Nenhuma! Filhos que desobedecem aos pais, não obedecem outras pessoas. Filhos que não honram seus pais, não honram a Deus. A palavra “honra” (Êx. 20.12) é a mesma utilizada em algumas passagens para falar da honra que o povo eleito deve dar a Deus (cf. 1Sm 2.30 [honrar]; Sl 22.23 [reverenciar]; Pv 3.9 [honrar]; Is 24.15 [glorificar]).
É o primeiro mandamento como promessa, pode-se entender a primeira promessa da segunda tábua dos dez mandamentos. Deus promete abençoar aqueles que honram, respeitam e amam a seus pais.
Por que o filho deve obedecer? – 6.3
A promessa para aqueles que honram seus pais é: “Para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Aqui não devemos entender que os filhos que honram e amam seus pais terão vinda longa ou serão bem-sucedidos, mas que a vida em sociedade será bem e longa. Ou seja, uma sociedade bem fundamentada começa com uma família que serve e ama ao Senhor.
Mas podemos entender esse “para que te vá bem, e seja de longa vida sobre terra” de uma outra maneira. Pois, se olharmos para Êx. 20.12 veremos que Paulo não usa o mesmo tom da promessa que Moisés relata: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êx. 20.12). Veja que o texto se refere à terra que o povo estava prestes a possuir, e Paulo não menciona isso.

Quando olhamos para um dos temas principais de Efésios - que é o tema da “nova criação” (Ef 2.15; 3.9; 4.13, 24) -, podemos entender que a ideia da nova criação esteja por detrás do pensamento do apóstolo, como mostra Frank S. Thielman: 
“Os filhos cuja obediência aos pais tem origem no compromisso com 'o Senhor' (6.1) viverão eternamente, não numa terra em particular, com fronteiras nacionais, como o antigo Israel, mas numa terra sem fronteiras, como Deus pretendia que fosse ao criá-la.”

Ou seja, uma das formas que os filhos podem mostrar publicamente que fazem parte da "nova criação" é obedecendo e honrando aos seus pais.

Conclusão 

A obediência aos pais não faz, somente, parte de nossa devoção a Deus, mas expressa a realidade da nova criação em Cristo Jesus e uma vida cheia do Espírito Santo.

Aplicação 

Devemos obedecer aos nossos pais em tudo, indistintamente? Não! As ordens que eles nos dão que contrariam a vontade de Deus podem ser desobedecidas com amor (cf. Dt 13.6-8).

Não copie seus amigos. Basta lembrar do relato que 1Reis nos mostra. No capítulo 12.6-11 o autor relata que Roboão estava com uma dúvida de como ele deveria tratar o povo. Ele pediu conselho aos anciãos sobre como poderia proceder, e eles disseram ao jovem rei que deveria ser amigo do povo (vv. 6,7), no entanto, ele rejeita. Não satisfeito, o texto mostra que ele busca conselhos com os jovens da cidade os quais haviam crescido com ele (vv. 8-10) e o conselho deles fizeram com que Roboão fosse pior que seu pai. O final da história todos nós já sabemos: o povo de Israel se rebelou (vv. 16-19).

Coloque em ordem o relacionamento com seus pais. Passe mais tempo com eles, pois um dia você terá que sair de casa e esse contato diminuirá. Lave louça com a sua mãe, lave o carro com seu pai, ajude-o consertar as coisas em casa, vá ao mercado com eles. Saia um pouco da rede social e socialize com seus pais.

Você não conseguirá cumprir tudo isso sem a ajuda do Espírito Santo. Se nós olharmos Efésios 5.18 veremos que é dever do crente ser cheio do Espírito Santo e uma das características deste enchimento é o nosso relacionamento com os nossos pais. Portanto, rogamos ao Pai que Ele nos encha com o Seu Santo Espírito, para que possamos ter uma vida que glorifique o Seu nome e que tenhamos um relacionamento com nossos pais que expresse o nosso relacionamento com Deus. 

Nota:
1 - THIELMAN, Frank, S. Efésios. In: BEALE, G. K., CARSON, D. A. (org). Comentário do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. – São Paulo: Vida Nova, 2014, p. 1028



Autor: Denis Monteiro
Fonte: Bereianos

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Série Credo Apostólico - Parte 2: Pai, Todo Poderoso, Criador

INTRODUÇÃO

Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra”.

O Credo, como visto no texto anterior, tem uma estrutura trinitariana. O Deus confessado pelos cristãos não é outro senão o Pai, Filho e Espírito Santo. Três personas que dividem entre si a essência Divina, de modo que não existe hierarquia e subordinação. As três personas da Trindade são iguais em seus atributos, por isso que há unidade na pluralidade. O Deus Triúno é o Deus verdadeiro, confessado pelos cristãos.
No primeiro postulado do Credo, o enfoque recai sobre Deus Pai. E aqui vale ressaltar que chama-lo de “Pai” é imprescindível para todo aquele que deseja ser fiel a revelação da Escritura. O motivo da ressalva é que em alguns círculos, onde impera o liberalismo teológico, fazem a alegação de que chamar Deus de Pai é uma atitude sexista que endossa a visão patriarcal da antiguidade. As feministas até dizem que esse nome revela o machismo que há na Bíblia e subvertem a nomenclatura - alguns coletivos de mulheres que se dizem cristãs e feministas adotaram a palavra “Mãe” para se referir ao SENHOR.
Obviamente, Deus não tem gênero, mas se manifesta na Escritura como Pai. Isso não é apenas um termo usado pelos patriarcas do Antigo Testamento. Jesus, que é o ápice da revelação, diz que Deus é Pai e até mesmo nos instruí a orar, nos dirigindo ao “Pai nosso que está no céu”.  Acusar a Bíblia de ser um livro sexista ou machista é de uma leviandade imensa. Tais baboseiras são fruto de quem carrega pressupostos que não são bíblicos e trazem esses pressupostos para a interpretação do texto sagrado. Nós não podemos interpretar a Escritura com outro ponto de partida que não seja o conteúdo da própria Escritura. Nisso, o credo nos ajuda a nos mantermos fieis aos pressupostos bíblicos, pois resume o conteúdo da revelação contida nas páginas sagradas da Bíblia.
Como cristãos, precisamos crer que a Bíblia é a Palavra de Deus, pois o próprio Cristo pregou isso e adotou, na prática, o lema do sola Scriptura (somente a Escritura). Vejamos:
  • Cristo leu Isaías em Nazaré, textos que falavam acerca dele mesmo (Lucas 4. 14-30).
  • Cita três vezes o livro de Deuteronômio ao ser tentado pelo Diabo (Lucas 4.1-13).
  • Cita Gênesis ao ser indagado sobre o divórcio (Mateus 19).
  • Menciona uma passagem de 1 Samuel ao ser questionado por fariseus (Mateus 12).
  • Explana todo o Antigo Testamento no caminho de Emaús (Lucas 24.14-35).

Logo, se Cristo atestou a veracidade da Escritura, nós também devemos. Toda a Bíblia é inspirada e nos serve como fonte de revelação para que sejamos edificados mediante o seu conteúdo. A Escritura precisa assumir o seu lugar central em nossas vidas. Os homens são conduzidos à fé através da Palavra e este é o método ordinário que Deus usa para chamar o seu povo para Si. O Credo nos dá uma excelente contribuição ao ser formulado com base no texto sagrado. Ele nos lembra de que por sermos cristãos, somos o povo da Bíblia, detentores da revelação.
TRANSCENDÊNCIA E IMANÊNCIA
Pai Todo Poderoso revela que Deus é transcendente e imanente. Esse Deus a quem chamamos de “nosso Pai” é aquele que vai até as suas criaturas, revelando coisas sobre Si mesmo e instando os homens a se relacionarem com Ele através de um pacto. A revelação e a interação de Deus com a sua criação, sobretudo no relacionamento com os homens é o que na Teologia se chama imanência.
Mas, a imanência só faz sentido quando nos damos conta de que este Deus, que por sua soberana vontade se faz presente em nosso meio, é transcendente. O que isto quer dizer? A transcendência nos lembra que Deus está acima da criação, ele não pode ser confundido com nada do cosmos. Ele está para além de tudo o que existe no mundo criado. Como diz a segunda parte do primeiro postulado do Credo, Ele é o “Criador do céu e da terra”.
Quando paramos para contemplar a dimensão do mundo criado, muitas vezes nos surpreendemos com a sua imensidão. Todavia, nosso planeta é apenas um ponto azul no Universo que possui inúmeras galáxias. Mas o Criador é maior que a sua criação. O mundo criado não é “o corpo de Deus”. A matéria não é eterna, pois, Deus criou do nada (ex nihilo). Ele fez a matéria pelo poder de Sua palavra. O relato da criação demonstra o poderio do Senhor. Lemos em Gênesis 1 que bastava Deus falar “haja” e as coisas surgiam. Tudo bom e perfeito, refletindo a excelência do Autor da criação.

É pensando na transcendência divina que a imanência nos salta aos olhos como uma dádiva graciosa. Esse Deus, que está para além das coisas criadas, interage com a sua criação e, por graça, se relaciona com homens, chamando para si um povo, que pode se chegar ousadamente diante do trono da graça e chama-lo de Pai, a fim de obter misericórdia (Hb 4.16).

OS ATRIBUTOS DE DEUS
Quando o Credo afirma que Deus é Todo-Poderoso, nos remete aos seus atributos. Em sua essência, desde a Eternidade, Deus sempre foi o que Ele é. Quando se revela a Moisés, e este lhe pede seu nome para dizer ao povo. E a resposta de Deus é a seguinte:
Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”. Êxodo 3:14

“Eu sou o que sou” reflete a imutabilidade de Deus. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Não muda em sua essência por já ser pleno, ser perfeito. Deus não evolui e nem se aperfeiçoa. Ele é! Diante de sua essência imutável, ficamos cientes de que tudo o que Ele revela sobre si mesmo são atributos que sempre fizeram parte de Deus, de modo que desde a eternidade Ele é o Deus Todo-Poderoso, justo, santo e fiel.

Os atributos divinos revelam a singularidade do Pai Celestial. Ele pode todas as coisas (onipotência), pois nada pode frustrar os seus desígnios. Aquilo que foi arquitetado pelo SENHOR não pode deixar de ser cumprido. Com seu poderio Ele controla todas as coisas e sabe todas as coisas (onisciência). Não há nada que podemos esconder, pois Deus está em todos os lugares (onipresença).  Nem mesmo o futuro surpreende a Deus, pois Ele tem conhecimento das coisas por vir, pois, toda História é de sua autoria e tudo está decretado de maneira que ninguém pode dar um passo fora de seu roteiro. Como Deus é eterno, não limitado ao tempo, passado e futuro são contemplados por Ele, tal qual o presente.

CRIADOR

Esse Deus Todo-Poderoso, ao criar céus e terra, não faz isso por sentir que algo lhe falta. Não é a solidão que move o projeto da criação. Deus se autossatisfaz. No relacionamento trinitário, sempre houve amor entre os componentes da Trindade, de modo que em si mesmo há pleno contentamento. Quando Deus cria o mundo e todos os seres que povoam o mesmo, faz para o louvor de Sua glória. E por graça, faz do homem a coroa da criação e põe nele a Sua imagem. Mas o motivo para Deus fazer tal coisa não pode ser “humanizado”. Não devemos enxergar nenhuma necessidade em Deus que o levou a criar o mundo e os seres humanos.

Outra coisa que devemos ressaltar é que todo elemento criacional, ou seja, a matéria, não faz parte de Deus. Como vimos, Ele transcende a sua própria criação. Mesmo relacionando-se com ela, e intervindo no mundo criado, o SENHOR é totalmente outro. Nenhuma partícula do universo faz parte da essência eterna do “Eu sou”. Nisso, os panteístas, que acreditam que a essência divina está em cada parte da natureza, estão equivocados em sua crença.

O mandamento que proíbe fazer imagens de Deus (Êxodo 20.4) reflete essa questão. Pois, ao retratarmos Deus com alguma figura da criação, o estaríamos rebaixando. Os israelitas fizeram um bezerro de ouro fundido quando estavam no deserto e Arão falou: “aí está o teu deus” (Êxodo 32.4). Seu pecado foi muito grave, quebraram o mandamento e reduziram o Deus Todo Poderoso a uma imagem de um animal quadrúpede. Não foi sem motivo que a ira do SENHOR foi manifesta entre o seu povo.
CONCLUSÃO

O Deus da Bíblia é este que o Credo nos mostra como sendo Pai, Todo-Poderoso e Criador. É assim que ele se revela e assim podemos adorá-lO com base no conteúdo revelado. É por termos a revelação que podemos falar sobre o Divino. Na Escritura sabemos quem Deus é e o que Ele requer de nós, suas criaturas. Mesmo que o conteúdo não seja exaustivo, de modo que há muita coisa sobre Deus que nos é mistério, em contrapartida, existe um abrangente conteúdo revelado que nos informa coisas sobre o SENHOR que nos são suficientes para adorá-lO e devotar a Ele nossas vidas.
Louvamos a Deus por Ele ter se revelado a nós e partilhado informações tão importantes que também nos ajudam a conhecermos a nós mesmos, pois, ao saber que existe um Criador, ficamos cientes de que somos suas criaturas. Também sabemos que somos seus filhos, por ser Ele o nosso Pai. Além do mais, é consolador ter o conhecimento de que Deus pode todas as coisas e que diante de tamanho poderio, temos esperança de que Ele há de nos conduzir com braço forte, nos protegendo de todo mal, agindo para o nosso bem, segundo o beneplácito de Sua vontade.
Soli Deo Gloria

Sobre o autor: Thiago Oliveira é graduado em História e especialista em Ciência Política, ambos pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Mestrando em Estudos Teológicos pelo Mints-Recife. Casado com Samanta e pai de Valentina, atualmente pastoreia a Igreja Evangélica Livre em Itapuama/PE.

Divulgação: Bereianos

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Série Credo Apostólico - Parte 1: Um Símbolo da Fé Cristã

INTRODUÇÃO

Vivemos numa era de incertezas, onde o chamado multiculturalismo nos diz que a simples afirmação de que cremos no Deus verdadeiro é um insulto para outros povos e outras crenças. Daí, muitos cristãos não estão certos se devem assumir dogmaticamente que a fé cristã é a verdadeira religião. Alguns, dentro das próprias igrejas e/ou seminários teológicos, advogam que a declaração de fé dogmática é coisa de outros tempos, algo que deve ficar restrito ao passado. Em suma, dizem não haver espaço para credos em nosso mundo pluralista.

Mas será que devemos nos curvar diante da cartilha multicultural e negar a nossa fé para não provocar nenhuma ofensa ou ressentimento em quem professa uma fé distinta?

Se pararmos para pensar nos cristãos do primeiro século, veremos que eles levaram a sua confissão de fé até as últimas consequências e foram mortos por sustentar as doutrinas basilares do cristianismo. Estes cristãos também viviam num mundo plural, em que o panteão de divindades era quase infindável. Cercados de ídolos por todos os lados, eles sustentavam que havia um só Deus e Senhor sobre todos e pagavam com a vida, mas não negavam a sua fé. Eles não retrocediam em nenhum ponto sequer.
O Credo dos Apóstolos, documento subscrito por católicos romanos, ortodoxos e protestantes, é uma compilação do ensino bíblico que remonta a esta época. Estudá-lo é importante, pois o seu conteúdo, traz aquilo que foi e continua sendo crido por cristãos em qualquer tempo e lugar. O conteúdo do Credo é composto de sentenças que foram retiradas da doutrina apostólica, daí a sua nomenclatura. Não é Credo dos Apóstolos por ter sido escrito pelos Doze, mas sim por resumir todo o ensino que eles levaram pelo mundo, comissionados pelo próprio SENHOR.
Resumindo o conteúdo do cristianismo em sentenças dogmáticas, o Credo dos Apóstolos acaba servindo como parâmetro para atestarmos, mediante a declaração ou negação de seus postulados, quem de fato é cristão e quem não é. Alguns podem rebater dizendo que o que atesta a fé genuína é a crença na Escritura, e que colocar o Credo como parâmetro de julgamento seria o mesmo que dizer que ele é tão autoritativo e inspirado quanto a Bíblia. Obviamente que não é isso, todavia, o Credo tem em seu texto afirmações que são provenientes da Escritura, de modo que negar uma de suas sentenças é negar o que a própria Bíblia nos ensina. O Credo nos diz “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador dos céus e da terra”. Isso nos remete a qual texto bíblico? Tal afirmação não te leva para Gênesis 1? E quando diz em seguida “Creio em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor”, não te reporta para João 3.16? Todo o texto credal é profundamente bíblico, de modo que não crer no que ele diz é ir de encontro com o ensino da inspirada Palavra de Deus. Pode um cristão não crer que Jesus foi nascido de uma virgem? É autêntica a fé de quem nega a ressureição do Cristo? Por isso reitero que o Credo dos Apóstolos acaba servindo como critério para atestarmos quem são os autênticos cristãos.
CONTEÚDO DO CREDO
Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja universal, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna.
Amém.


UM SÍMBOLO
Um recurso comum na cultura helênica era o de quebrar um objeto em duas partes e dá uma metade para outra pessoa com quem se tinha algum negócio. Tal objeto era chamado de “símbolo” e representava a autenticidade das partes envolvidas no contrato. Os romanos tornaram o símbolo um conceito militarizado. Quando generais precisavam se comunicar, quando legiões eram separadas nas fronteiras, quebravam um vaso e pegavam dois pedaços que se encaixavam perfeitamente um no outro. Assim, quando levavam alguma mensagem, o mensageiro portava juntamente com ela aquele caco e assim, havia o reconhecimento de que era um mensageiro legítimo, portando uma mensagem legítima.
Nesse ponto, o Credo dos Apóstolos é um símbolo, pois, ao ser proferido serve para autentificar o cristão a partir de sua mensagem, que vem diretamente do que ensinaram os apóstolos. Algumas tradições até o chamam de Símbolo Apostólico ou Símbolo de Fé. Portanto, num contexto onde havia crenças concorrentes, heresias e perseguição aos cristãos, o Credo tornou-se um artifício para que aqueles que eram sinceros fossem reconhecidos, perante a igreja visível, como crentes genuínos.
A PALAVRA CREDO
Credo é uma palavra que já se inseriu em nosso idioma, todavia, sua origem é latina e a sua grafia é a mesma que usamos. Credo, em latim, é creio. O nome Credo dos Apóstolos deriva da primeira frase que diz: “Credo in Deum”.

Aqui precisamos refletir mais sobre o que significa crer. Por se tornar um termo banalizado, muitos não se dão conta de que afirmar crer em algo é o mesmo que dizer “eu confio”. A crença em Deus requer tal confiança de que assim como Ele é real, a Sua palavra também é. Logo, aquele que crê se curva ao objeto de sua crença, devotando – com plena confiança – a sua vida. Vejam Abraão, o nosso pai na fé, conforme nos diz a Escritura. A sua crença em Deus não o levara a inércia. A fé depositada é uma fé que move a vida, assim, nossos atos devem corroborar aquilo que cremos.
Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” - Tiago 2:19,20

Embora não sejamos salvos por aquilo que fazemos, isto é, não por obras, somos salvos para as boas obras e estas devem ser públicas, servindo como testemunho de nossa fé. Assim sendo, quando declaramos a nossa crença em Deus, nos comprometemos com a realização das boas obras, o que envolve o compromisso de guardar os Seus estatutos. Crer não é apenas assimilação intelectual. Também não é um emaranhado de experiências sensoriais. Crer é demonstrar com a própria vida aquilo que professamos.
Portanto, o conteúdo do Credo, quando recitado, nos lembra de nosso compromisso servil perante o Senhor de nossas vidas. E este compromisso não é particular. A profissão de fé é pública, conhecida por todos. Mesmo que “creio” esteja no singular, indicando um compromisso pessoal, ele extrapola a esfera da individualidade, pois, cada eleito do Senhor faz tal declaração, o que nos confere pertencimento a um grupo que comunga da mesma fé. Então, na comunhão dos santos, o “creio” se transforma em “cremos”.
PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO
Crer em Deus, por si só, acaba sendo uma afirmativa vaga. São muitos os que dizem crer em Deus - com exceção dos ateus e agnósticos. Mas daí, em que Deus se crê? A nomenclatura acaba sendo a mesma para outras divindades. O que dá a singularidade para o Deus cristão é grafá-lo com o D maiúsculo. Todavia, há uma distinção mais detalhada. No cristianismo, a Divindade é triúna. O Divino é único, subsistindo em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Trindade é a nomenclatura recorrente, e se tivéssemos que dar um nome para Deus, este seria um bom nome.

A estrutura do Credo é trinitariana. Nele temos a afirmação de crença em Deus Pai, no Filho Jesus Cristo e no Espírito Santo. Logo, a Igreja deve estar alicerçada nesta afirmação basilar. O triúno Deus é o único Deus verdadeiro e desde os tempos eternos Ele existe como sendo uma comunidade composta de três personas distintas. Essas três pessoas são – juntas – Deus. Estão unidas por compartilharem da mesma essência, mas são distintas. O Pai não é o Filho e vice-versa. O Filho não é o Espírito e vice-versa. O Espírito não é o Pai e vice-versa. Desde os primórdios este tem sido o credo dos cristãos. Outro credo, datado do século IV, escrito por Atanásio, num período em que heresias contrárias à doutrina trinitariana se propagavam, diz:
“Ora, a verdadeira fé cristã é esta: que honremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade. (...) Sem confundir as Pessoas ou dividir a substância. (...) Contudo não são três eternos, mas um só Eterno. (...) Contudo não são três todo-poderosos, mas um só Todo-poderoso. (...) Pois, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar cada pessoa em particular como sendo Deus e Senhor, assim somos proibidos pela fé cristã de falar de três Deuses ou Senhores”.

Ao estudarmos cada postulado do Credo, esmiuçaremos a essência de cada membro da Trindade. O que nos resta afirmar sobre isso é que mesmo que possa ser algo que fira, aparentemente, a lógica, devemos ter em mente que Deus é tão intangível que alguns aspectos de Sua natureza não serão totalmente claros para nós. Todavia, o que for revelado por Ele acerca de si mesmo, devemos crer, mesmo que não saibamos explicar através da razão, assim sendo, precisamos acatar o pressuposto sabendo que nada sobre Deus é ilógico, apenas não alcançamos a plenitude do conhecimento devido a nossa finitude diante do Eterno.

CONCLUSÃO

Uma coisa maravilhosa que devemos aprender com o Credo é que seu texto não fala do homem. Ele aponta somente para Deus. Em muitas igrejas a pregação virou um meio termo entre psicanálise e palestras motivacionais. Isso porque se nutre uma atenção demasiada no ser humano. Precisamos resgatar o teocentrismo dos primeiros cristãos e falar mais sobre o Senhor e sua glória. Quanto mais conhecemos o Deus triúno, mais conheceremos sobre a natureza humana. Não há necessidade de inverter a ordem. Nossa busca por conhecimento deve começar tendo o Criador como ponto de partida, afinal, Ele é a medida de todas as coisas.

Que ao estudarmos o Credo dos Apóstolos, o Senhor possa nos abençoar com uma porção mais graúda de Sua presença em nosso meio. Que as palavras deste Credo ressoem e façam estremecer a nossa vida, para nos devotarmos a Trindade. No ato de se debruçar em cada postulado, haja deslumbramento diante da grandeza do SENHOR. Busquemos a face do Altíssimo e louvemos o esplendor de Sua santidade.

Soli Deo Gloria


Sobre o autor: Thiago Oliveira é graduado em História e especialista em Ciência Política, ambos pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Mestrando em Estudos Teológicos pelo Mints-Recife. Casado com Samanta e pai de Valentina, atualmente pastoreia a Igreja Evangélica Livre em Itapuama/PE.

Divulgação: Bereianos